domingo, 23 de junho de 2013
Nesta
entrevista vamos falar com a D. Maria da Luz, funcionária na Escola Básica Padre
José Rota. Vamos perguntar-lhe em que consta detalhadamente o trabalho das
funcionárias da escola.
Gosta de ser operacional de educação?
"Sim".
D.Maria da Luz há quanto tempo trabalha
neste estabelecimento de ensino?
"Trabalho nesta escola desde que abriu há dez
anos".
Quais são as suas funções nesta escola?
"Fazer limpezas, orientar os alunos nos
intervalos e dar apoio aos professores".
O que considera mais difícil, na sua
profissão?
"Tudo".
Sente-se realizada com o que faz?
"Sim".
Quais as características que uma
funcionária deverá ter?
"Ser responsável pelo que faz".
Acha que o salário das funcionárias é
merecido?
"Sim".
Com esta entrevista ficámos a compreender melhor o
trabalho das funcionárias da Escola Básica Padre José Rota e a opinião da
D. Maria da Luz, uma das mais antigas funcionárias deste estabelecimento de
ensino.
Entrevista a Teresa Benavente dona da loja “Retrosaria – A pregueira”
A loja “Retrosaria – a pregueira” situa-se na Póvoa de Santa
Iria. A dona da loja chama-se Teresa Benavente e tem a ajuda da irmã e da filha
para atenderem os clientes.
Sara Costa: Em que ano abriu a loja ao público?
Teresa
Benavente: A loja abriu há
cerca de 28 anos, mas não foi comigo, foi com outras pessoas. Eu fiquei dona de
loja há cerca de 18 anos.
Sara Costa: Quais são os produtos que vende na
loja?
Teresa
Benavente: Eu vendo
artigos de costura tais como: linhas; botões; estrafor; fitas de cetim de
acetato; rendas, entretelas. Nos têxteis lar, vendo naperons; toalhas de mesa;
atoalhados; tecidos, etc. Também vendo todo o tipo de roupas interiores;
pijamas; lingerie (para todas as idades).
Sara Costa: Desde que abriu a loja tem tido muita
clientela?
Teresa
Benavente: Tenho tido um
negócio normal, mas nos últimos tempos tem-se notado um decréscimo das vendas,
motivado pela crise que vivemos atualmente.
Sara Costa: Sei que faz coisas para vender na
loja? O que é que faz, especificamente?
Teresa
Benavente: Eu bordo
artigos para criança, tais como: babetes; atoalhados; fraldas; lençóis, etc. E
também bordo alguns artigos para o lar.
Sara Costa: Sei que também participou num desfile
com as roupas que vende na loja! Quem foram os participantes?
Teresa
Benavente: No desfile
participaram pessoas desde os 2 anos até aos 89 anos (crianças, jovens e
adultos). O desfile teve ajuda da Junta e também participaram outras lojas da
zona.
Sara Costa: O público que assistiu ficou
satisfeito?
Teresa
Benavente: Sim, o
público ficou satisfeito e admirado com a qualidade e originalidade.
Sara Costa: Em que medida o desfile melhorou o
negócio?
Teresa
Benavente: Melhorou
pouco. As pessoas apenas ficaram admiradas e satisfeitas com o que se
apresentou neste desfile, pela originalidade da sua apresentação ou seja, muito
colorida e espontânea por parte dos manequins. Pois não é habitual assistirmos
a um desfile entre lojas de uma pequena localidade. Este desfile apenas serviu
para mostrar que somos capazes de organizar eventos com alguma qualidade e, é
claro, mostrar a diversidade de artigos que se vende na loja.
Sara Costa 8º1 Nº2
Soldado por Obrigação
Hoje vou entrevistar Serafim Cardoso, um soldado português que prestou serviço na
Guiné, pelo regime Salazarista.
1.
Sabemos que nessa altura
Portugal estava a passar pela ditadura Salazarista. Que idade tinha quando foi
recrutado para a Guiné? Deixou alguém em Portugal?
Fui para a Guiné em 1972 deixei cá ficar em Portugal uma
filha com cerca de um ano, a minha mulher e familiares.
2.
Em áfrica, na Guiné,
havia muita pobreza. Conseguiu testemunhar isso?
Sim, havia muita pobreza por estarmos em guerra e havia
muita mortalidade infantil, sobretudo por falta de assistência médica. Em
guerra há sempre muita miséria e muita pobreza.
3.
O senhor era a favor
dessa guerra? Porquê?
Não, eu era contra, porque a guerra nunca deu felicidade a
ninguém e era uma guerra que não tinha justa causa. Fui para lá obrigado.
4.
Pode dar-nos uma ideia
de como eram as coisas por lá? O que tinham os militares como tarefa?
As coisas por lá estavam muito acesas. Os militares
tinham de defender o poder na Guiné e procurar ajudar a população.
5.
Quais foram as coisas que mais lhe custaram fazer?
Fazer fogo sem, por vezes, vermos o chamado inimigo.
Fazê-los prisioneiros nas suas próprias terras, pois era a vida deles ou a
nossa.
6.
Muitos soldados depois de virem da Guiné conseguiram ter apoio
psicológico. Foi um dos que teve de recorrer a esse apoio?
Sim muitos tiveram apoio psicológico, no meu caso foi familiar.
Sim muitos tiveram apoio psicológico, no meu caso foi familiar.
7.
O que foi o 25 de Abril de 1974 para si? Onde estava?
Foi o virar de uma página negra, olhar para o futuro e
sorrir, foi lindo. Na altura estava de férias, tinha terminado a missão na
Guiné.
8.
Como se sentiu quando soube que tinham conseguido com que Marcelo
Caetano se rendesse?
Era o último obstáculo que tinhamos. Foi bom porque assim
terminou a ditadura.
9.
O que para si mudou depois do 25 de Abril?
Tantas coisas boas: o fim do fascismo; fim das
perseguições políticas; a libertação dos presos políticos; o fim da censura; a
existência da liberdade de expressão; mais respeito pelos trabalhadores;
melhoria nos sálarios; democracia.
10.
Se tivesse que descrever o 25 de Abril numa palavra, qual seria?
Liberdade.
Raquel Pereira nº17 8º1
segunda-feira, 18 de março de 2013
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